Advogado de lula na ONU critica presença de Moro na estréia do filme da lava jato

Por; Rosinaldo Pereira /colunista
jorna do brasil

Advogado de lula na ONU critica presença de Moro  na estréia do filme da lava jato



O
 jornal o globo publicou (31) hoje que  o advogado australiano também criticou o juiz por ter divulgado conversas telefônicas de Lula com seus familiares e defensores.
— Diante disso, ele não poderia jamais ser uma pessoa imparcial no julgamento. É óbvio que ele iria considerar o Lula culpado.

Robertson veio ao Brasil a convite dos advogados de defesa de Lula. Ele avalia que Moro atua, ao mesmo tempo, como promotor e juiz na Lava-Jato.
— Ele ama publicidade. E quando a publicidade se conecta com a pessoa que ele está julgando isso é um problema — afirmou, ao discursar para os convidados do jantar realizado na casa do advogado Pedro Serrano.

Robertson contou ter lido todas as páginas da sentença de condenação e disse não ter encontrado “nenhuma prova” dos crimes atribuídos ao ex-presidente. O defensor internacional de Lula ainda atacou o presidente do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), Carlos Eduardo Thompson Flores Lenz, por ter elogiado a sentença de Moro. É o TRF-4 que julgará o recurso do ex-presidente.





— Ele pré-julgou. Isso mostra que o julgamento não será imparcial.
Na avaliação de Robertson, o sistema judicial brasileiro é “inquisitorial” porque o mesmo juiz que acompanha a investigação julga se o réu. Antes do jantar, o advogado participou de uma sessão conjunta das comissões de direitos humanos da Câmara e do Senado, em Brasília. Ele fica no Brasil até sexta-feira.

O australiano radicado em Londres foi convidado, no ano passado, pelos defensores de Lula na Lava-Jato para representar o ex-presidente na ONU. Em julho do ano passado, o advogado protocolou um documento no comitê de direitos humanos do organismo internacional alegando que a Justiça brasileira viola três artigos do Pacto Internacional de Direitos Civis e Políticos da ONU, aceito pelo Brasil em 1992: proteção contra detenção arbitrária; o direito de presunção de inocência; e a proteção contra interferências arbitrárias ou ilegais na privacidade, família, lar ou correspondência. O caso ainda não foi concluido.





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