Inflamação adia nova cirurgia de Bolsonaro

Por; Rosinaldo Pereira /colunista

Inflamação adia nova cirurgia de Bolsonaro




O boletim médico foi divulgado na tarde desta sexta-feira (23) e apontou que Bolsonaro ainda sofre com uma inflamação do peritônio e processo de aderência entre as alças intestinais.
Durante o procedimento cirúrgico, o abdome de Bolsonaro será aberto novamente para que as alças do intestino grosso sejam unidas e, com isso, o trânsito intestinal volte ao normal. Assim, o paciente deixará de usar a bolsa coletora de fezes.



O peritônio reveste todos os órgãos dentro do abdome e deixa passar, através de seus pequenos furos, as toxinas e a água em excesso no organismo. A colostomia é a exteriorização no abdome de uma porção do intestino grosso e tem por finalidade garantir um novo trajeto para eliminação das fezes, descartando o uso da bolsa.
"[Bolsonaro] Encontra-se bem clinicamente e mantém ótima evolução, porém os exames de imagem ainda mostram inflamação do peritônio e processo de aderência entre as alças intestinais. A equipe decidiu em reunião multiprofissional postergar a realização da reconstrução do trânsito intestinal", apontou o boletim médico. 



O boletim é assinado pelo cirurgião Antônio Luiz Macedo, que o acompanha desde o ataque, pelo clínico e cardiologista Leandro Echenique e pelo superintendente da unidade, Miguel Cendoroglo. O presidente eleito passou por exames laboratoriais, de imagem e consultas médicas. 
Bolsonaro ficou cerca de quatro horas no hospital e deixou a unidade por volta das 14h20 desta sexta direto para o aeroporto de Congonhas. A mesma escolta que o levou até o hospital o acompanhou na volta ao aeroporto, de onde embarcou para o Rio de Janeiro. Policiais federais fizeram varredura no aeroporto antes de Bolsonaro chegar ao local. O mesmo procedimento de segurança havia sido feito pela manhã, no hospital.



A Record TV foi o único veículo da imprensa a ter acesso às imagens de Bolsonaro dentro da sala de exames. O hospital afirmou que a própria equipe que acompanhava o presidente eleito fez fotos e negou que imagens tenham sido registradas pelos médicos do hospital. Em textos, a Record TV afirma que acompanhou com exclusividade o procedimento médico do presidente eleito.

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