A mamata vai acabar; Reforma da Previdência extingue aposentadoria especial para políticos

Por; Rosinaldo Pereira /colunista



-Atualizado; A Reforma da Previdência acaba com a mamata dos políticos: eles não terão mais direito a aposentadoria especial, como registramos há pouco.

O máximo que receberão é o teto previsto hoje para os empregados da iniciativa privada: cerca de 5.800 reais.



O Ministério da Economia confirmou nesta quarta-feira (20) que os políticos com mandatos eletivos (deputados federais e senadores) a partir da implementação da reforma da Previdência terão o mesmo regime de aposentadoria dos trabalhadores da iniciativa privada.



Isso significa que, com a reforma da Previdência, os próximos políticos não terão mais um regime especial de aposentadoria.

Com isso, eles só poderão se aposentar com idade mínima de 62 anos para as mulheres e 65 anos para os homens, com contribuição mínima de vinte anos. A regra para se aposentar por tempo de contribuição será extinta.



Atualmente, existe o PSSC (Plano de Seguridade Social dos Congressistas), que permite que todos os políticos, idependentemente do gênero, se aposentem com 60 anos de idade ou ao completarem 35 anos de contribuição.

De acordo com a lei vigente, é possível até receber uma aposentadoria no valor total do salário de um deputado federal ou senador, que supera 33 mil reais. Esse modelo considera os anos de contribuição com base no subsídio. Na prática, cada um ano representa quase R$ 1 mil na aposentadoria.



A partir das novas regras, os políticos poderão receber pelo INSS o teto, que hoje é de R$ 5.839,45. A aposentadoria que ultrapassar esse valor será destinada a um fundo de previdência complementar, que já existe na União.



Apesar de o impacto fiscal da aposentadoria de políticos ser irrisório, o governo fez questão de colocá-los na reforma, com o objetivo de influenciar a aprovação da proposta pela população.


A medida foi uma promessa de campanha de que o novo regime de aposentarias diminuiria as desigualdades.

-Na verdade, ao contrário do que diz a esquerda, a reforma de Jair Bolsonaro beneficia os mais pobres: 70% dos contribuintes do INSS passarão a pagar 7,5%, em vez de 8%.

Quem ganha a partir de 3 mil reais pagará mais, dependendo do salário.




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