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Moro pronto para embarcar para os EUA "não tem mais proteção policial"




 Tudo tem seu tempo.


Apontado como virtual candidato à Presidência da República em 2022, o ex-juiz e ex-ministro da Justiça Sergio Moro não desistiu de passar uma temporada fora do país. Faltando quase dois anos para as eleições presidenciais e mantendo conversas periódicas com atores políticos, Moro tem finalizado a constituição de seu escritório de advocacia com a esposa, a advogada Rosangela Moro, para atuar na elaboração de políticas de compliance e de investigação corporativa, mas ainda alimenta a ideia de poder dar aulas ou se inscrever como aluno de Administração Pública. Pelo menos outras duas instituições de ensino no exterior o convidaram para passar uma temporada fora do país, mas a pandemia de coronavírus adiou temporariamente os planos acadêmicos do ex-ministro.


Uma ideia postergada enquanto durar a pandemia é a de o ex-ministro atuar como professor assistente ou aluno de Administração Pública na Universidade Harvard, nos Estados Unidos. Seu provável retorno à sala de aula após deixar o governo federal tem um objetivo específico, segundo amigos: ganhar preparo, se especializar em políticas públicas e estar a postos para assumir a liderança do grupo que hoje busca uma candidatura presidencial de centro ou de centro-direita. Também funcionaria como uma estratégia para sair de uma espécie de fase pré-campeonato, já que ainda falta muito tempo para as eleições de 2022.



Desde que participou, no final dos 1990, de um programa de instrução de advogados em Harvard, Sergio Moro nunca cortou completamente os laços com a instituição. Além de estudar políticas públicas, a ida para o exterior a dois anos das eleições tem um importante elemento emocional. Desde que determinou a transferência de chefões do crime organizado para presídios federais de segurança máxima, cresceram as ameaças consideradas pelo próprio Moro como “sérias”. O ex-juiz da Lava-Jato sempre lidou com intimidações de facções como o Primeiro Comando da Capital (PCC), mas a situação mudou de figura com sua atuação na Lava-Jato e, depois, como integrante do governo do presidente Jair Bolsonaro. Desde outubro, com o fim da quarentena imposta a ex-integrantes do governo, ele não tem mais proteção policial providenciada pelo Estado.

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