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No Aeroporto Doria tenta disfarçar a origem da Coronavac ao receber insumos vindos da China

 



O Governador de São Paulo, João Agripino da Costa Doria Junior (PSDB), recebeu na manhã desta quinta-feira (3) no Aeroporto Internacional de Guarulhos um carregamento de insumos vindos da China para a produção da vacina que está sendo desenvolvida pela farmacêutica chinesa Sinovac.


Segundo o governador, os insumos recebidos seriam suficientes para produzir 1 milhão de doses da vacina chinesa no Brasil.


Apesar dos fatos, Dória tenta disfarçar a origem chinesa da vacina Coronavac, e não é a primeira vez que isso acontece.


Em novembro, ao receber 120 mil doses da vacina chinesa, a equipe de Doria tratou de cobrir a carga com um banner que dizia que a vacina que estava chegando era “a vacina do Butantan”.


Mas a frase é enganosa. Todas as doses que chegaram em São Paulo foram produzidas na China pela Sinovac. Na ocasião, o banner continha a imagem de uma caixa da vacina chinesa que mostrava claramente a marca do laboratório Sinovac.


Uma “falha” da equipe de comunicação que foi “corrigida” hoje. Doria mandou retirar do banner que cobria o conteiner a imagem da caixa da vacina com o nome Sinovac, substituindo-a pela bandeira do Brasil. Uma forma de tentar disfarçar a origem chinesa dos materiais, diante da forte resistência da população a uma vacina desenvolvida pelo país que teria dado origem ao vírus.


Mesmo se a Coronavac for produzida no Brasil, a farmacêutica Sinovac teria total controle sobre o processo produtivo da vacina. A CNN Brasil teve acesso ao acordo sigiloso firmado entre o Butatan e a empresa chinesa. Os documentos teriam sido colocados sob sigilo pelo Governo de São Paulo, o que gerou mais desconfiança sobre o imunizante.


Uma pesquisa divulgada pelo Instituto Paraná Pesquisas em Outubro revelou que 38,6% dos brasileiros rejeitam a Coronavac por sua origem chinesa. O instituto ouviu 2.000 brasileiros nas 27 unidades da federação entre os dias 24 e 27 de outubro.

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