Irã fala em pocível guerra mundial

Por; Rosinaldo Pereira /colunista
Pois essa guerra significaria a destruição do regime sionista [Israel], engoliria toda a região e pode levar a uma guerra mundial”, sublinhou o ministro.


A aproximação de Trump com Israel está deixando os governos islâmicos muito irritados. 
O representante da Palestina na ONU, Riyad Mansour, ameaçou que tornaria a vida “miserável” para os EUA caso a embaixada saia de Tel Aviv. 

Ele também não admite a fala de Trump de usar o termo “unificada”, o que seria uma pá de cal nas pretensões palestinas de dividir a cidade, caso venham a ser reconhecidos como Estado independente pela ONU. 
ministro da Defesa do Irã, Hossein Dehghan, afirmou neste domingo, que a ameaça do novo presidente americano em suspender o pacto nuclear assinado ano passado por Barack Obama levará o mundo a uma guerra. 

Durante a campanha, Trump classificou o pacto nuclear de “um desastre” e o “pior acordo já negociado”, anunciando que adotaria uma linha mais dura no trato com o Irã. 
Isso pode levar a inquietações, particularmente entre os países do Golfo”, afirmou Dehgan durante uma conferência de segurança, em Teerã. 

“Os inimigos podem querer impor uma guerra contra nós com base em dados falsos e só levando em consideração sua capacidade material. 
Pois essa guerra significaria a destruição do regime sionista [Israel], engoliria toda a região e pode levar a uma guerra mundial”, sublinhou o ministro.

Não é a primeira vez que esse tipo de discurso sobre iniciar uma guerra é ouvido no Irã. 
governo islâmico radical acredita que as primeiras consequências da guerra seriam a destruição das cidades-estados na costa sul do Golfo Pérsico, como os Emirados Árabes Unidos, o Bahrein e o Qatar. 

O aviso é claro, uma vez que Teerã e a maioria dos países do Golfo são aliados aos EUA nas guerras em andamento do Oriente Médio. 
Enquanto os iranianos estão ao lado da Rússia na guerra civil da Síria e do movimento Houthi, no Iêmen, os Estados Unidos apoiam os rebeldes sírios e o governo iemenita. 
A oposição das duas superpotências nesses conflitos e as ameaças a Israel parecem pintar um cenário nebuloso para os próximos meses na região. 
fonte; gospel prime



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