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Palocci delata a "Rede Globo" que pagou propina para conseguir o perdão de uma multa de R$ 500 milhões

Em: __Por: Rosinaldo Pereira

__ 9/03/2019




Palocci delata a "Rede Globo" que pagou propina para conseguir o perdão de uma multa de R$ 500 milhões




Assista o vídeo no final e veja que a campanha do PT estava paga com propinas milionárias.

Delação de Palocci: A RBS, afiliada da Rede Globo no Rio Grande do Sul, teria pago propina para conseguir o perdão de uma multa de R$ 500 milhões com a Receita Federal.


A acusação é do ex-ministro Antonio Palocci.
Em delação, o ex-ministro da Casa Civil confessou ter atuado para que o Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) favorecesse a empresa.

A informação foi obtida com exclusividade pelo R7/RecordTV.

Delação de Palocci





“Em delação premiada, o ex-ministro de governos petistas Antonio Palocci afirmou que atuou para que o Carf (Conselho Administrativo de Recursos Fiscais) beneficiasse a RBS, afiliada da Rede Globo no Rio Grande do Sul. Segundo Palocci, teriam sido pagas propinas a conselheiros do CARF para cancelar uma multa da RBS de R$ 500 milhões com a Receita Federal. A multa foi aplicada porque a Receita considerou que uma fusão da RBS com a Telefônica, em 1999, tinha apenas a intenção de sonegar impostos”, diz a matéria do R7.

Fundação R. Marinho acusada de receber R$ 214 milhões sem licitação
O prefeito Marcelo Crivella (PRB) denunciou, no dia 25 do mês passado, que a gestão anterior do município fez contratos de consultoria sem licitação com a Fundação Roberto Marinho.

Segundo ele, o contrato com a empresa foi de R$ 214 milhões.
Escândalo de corrupção envolvendo a Rede Globo
Delação do ex-ministro Antonio Palocci revela suposta propina entre afiliada da emissora e o governo federal.






“A fundação recebeu R$ 214 milhões para fazer consultoria, uma delas em obras de arquitetura e de engenharia que não me consta que tenham notório saber para ficarem livres de um processo de licitação. Isso sim precisa ser investigado”, disse o prefeito.

O outro lado
Grupo Globo afirmou em nota, enviada à redação do R7, que “os contratos assinados pela Fundação Roberto Marinho com o município do Rio de Janeiro estão em perfeita conformidade com a legislação aplicável, em especial a Lei 8.666/1993”.

De acordo com a nota, os contratos “passaram por todos os estágios de aprovação necessários e foram executados dentro dos princípios da transparência, moralidade, legalidade e eficiência”.






“Todas as ações da Fundação Roberto Marinho podem ser acompanhadas por qualquer cidadão pelo site http://frm.org.br/acoes/”, afirm

O texto destaca ainda que “a Fundação Roberto Marinho é permanentemente fiscalizada pelo Ministério Público, sendo uma instituição sem fins lucrativos, que há quase meio século dedica sua expertise única no país exclusivamente a projetos de interesse público, inclusive na área museológica”.

“Foi responsável pela criação e implementação de alguns dos museus mais visitados do Brasil, entre eles o Museu do Amanhã e o Museu de Arte do Rio”, diz o Grupo Globo.






Novos rumos
-Em vídeo inédito da delação premiada, obtido por O Antagonista, Antonio Palocci narra como Marcelo Odebrecht, Benjamin Steinbruch e Rubens Ometto conseguiram parcelar o pagamento bilionário de impostos no Refis da Crise em 2009.

“A Odebrecht combinou com Guido Mantega e me informou na época de pagar R$ 50 milhões por conta dessa operação. A Companhia Siderúrgica Nacional combinou e pagou R$ 14 milhões. Também Rubens Ometto pagou”, disse, se referindo às propinas destinadas ao PT.

O benefício foi aprovado em medida provisória e parte do dinheiro abasteceu a campanha de 2010. 


Assista o vídeo; 






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