2020 será mais polarizado e deve ter número elevado de candidatos


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De um lado o Presidente Jair Bolsonaro (Aliança), Hamilton Mourão (PRTB 28) e seus ministros como Sergio Moro, Paulo Guedes e Tarcísio de Freitas, TODOS REPRESENTANDO A DIREITA E O LIBERALISMO, já de um outro lado, o ex-presidente criminoso e ex-presidiário Lula (PT), juntamente com o PSDB e o PSB, representantes da esquerda e centro esquerda brasileira,  prometem elevar o tom e outras legendas, como partidos denominados "centrão" correndo por fora, encabeçados pelo DEM, tentarão se distanciar desta briga.

No mundo político, 2020 chegou bem antes deste 1º de janeiro. Era ainda outubro quando as primeiras reuniões formais para discutir os rumos para a eleição municipal deste ano começaram a acontecer. Conversas privadas, então, foram inúmeras e tiveram início bem antes disto. 

São 5.570 prefeituras, 26 capitais, mais as regiões metropolitanas. Os cinco estados brasileiros com mais cidades são Minas Gerais (853), São Paulo (645), Rio Grande do Sul (497), Bahia (417) e Paraná (399).

Mas 2020 conta com dois fatores determinantes: o posicionamento do presidente Jair Bolsonaro e sua equipe, que demonstrou em 2018 toda sua capacidade de influenciar votos, e a soltura do ex-presidiário Lula, que estará nos palanques tentando retomar o espaço perdido pelo PT e pelos partidos de esquerda nos últimos anos.

Será inevitavelmente mais um ano de polarização. E ambos prometem apelar à antítese com ainda mais força em 2020 - enquanto outras legendas mais ao centro, devem tentar se distanciar dessa briga.
Uma regra aprovada em 2017 que passou a proibir a partir deste ano coligações para concorrer às eleições proporcionais - ou seja, para vereadores, deputados estaduais e federais -, tende a determinar uma das características deste pleito: um elevado número de candidatos próprios por partidos, com o intuito de fortalecer as chapas. É, ao menos, o que as legendas afirmam na largada.Cada um com sua prioridade

Teremos nesta eleição algumas particularidades, como o uso do FUNDÃO, que foi aprovado no Congresso e que destinará 2 bilhões para que os partidos possam fazer suas campanhas, porem, alguns partidos abriram mão do valor, entre os que abriram se destacam dois, PRTB (partido do vice presidente da república, Hamilton Mourão) e o Novo, partido que conta com financiamento privado de grandes empresários.
O PRTB tem como principal nome o de Rodrigo Tavares, advogado e servidor público que foi candidato ao governo de São Paulo e que teve sua campanha prejudicada pela facada que o presidente Jair Bolsonaro teve, e assim, não conseguiu fazer a campanha com a presença do presidente, este estava representado a coligação Bolsonaro/Mourão no Estado, e mesmo assim, obteve 649.729 votos, sem dinheiro e sem tempo de TV. Agora, o promissor político já está confirmado como possível candidato a prefeitura da importante cidade metropolitana de Guarulhos-SP, e tem grandes chances, uma vez que obteve na cidade, quase que 25 mil votos, 1/4 dos votos necessários para chegar em um possível segundo turno. O partido do PRTB terá candidatos nas 50 maiores cidades brasileiras, e isso quem afirma é o atual presidente do partido, Levy Fidelis, pois o partido pretende crescer e preparar um terreno fértil para 2022.A imagem pode conter: Rodrigo Tavares, terno

O PDT, do ex-presidenciável Ciro Gomes, tambem irá apostar nas maiores cidades brasileiras, e essa é uma afirmação do presidente da legenda, Carlos Lupi. Segundo ele, há uma tentativa de formar uma frente independente da polarização Lula X Bolsonaro. “Já tivemos até este fim de ano três reuniões neste sentido com a Rede e o PV”, disse Lupi. 

No PSB, o foco é se manter fiel ao apoio do PT contra o presidente Bolsonaro, e tentar conquistar prefeituras importantes, como Recife com João de Campos, embora sem admitir pré-candidatura ainda, nos bastidores já se fala em seu nome, outro nome importante para o partido é do socialista assumido, Gustavo Henric Costa, mais conhecido como Guti, que é o atual prefeito na cidade de Guarulhos-SP e tentará a reeleição. 


São Paulo também é outro campo de batalha no qual o PSB pretende atuar, com o ex-candidato a governador Márcio França. Em 2018, ele teve com 48% dos votos válidos contra Doria e disse que há derrotas que parecem vitória. No Rio, o partido pretende alçar o deputado Alessandro Molon, que já disputou o cargo quatro vezes.

O PSB é o partido mais próximo do PT na luta contra o governo direitista de Bolsonaro, e na cidade de Guarulhos-SP poderemos ver uma polarização acirrada entre os candidatos que representam ideologias antagônicas como Rodrigo Tavares (PRTB) representante legítimo da Direita e Guti (PSB) representante da Esquerda ou quem quiser falar, Centro Esquerda, mas uma coisa é certa, será uma das cidades onde a polarização será uma das maiores no país.
O PT é uma incógnita, pois todos sabem que terão muito dinheiro para a campanha, mas internamente falam em reforçar as candidaturas dos nomes no legislativo, pois para disputas no Executivo, serão complicadas para o partido, uma vez que o partido sempre esteve envolvido nos maiores casos de corrupção que tivemos no Brasil como Mensalão e Petrolão, e por contas dos muitos escândalos e casos de nomes presos que disputarão as eleições com tornozeleiras, e isso está afastando o apoio do povo aos nomes deste partido, enfim, tudo indica que o PT passará por grandes derrotas, mesmo com o ex-presidiário nos palanques pelas cidades do país.

O Aliança de Bolsonaro
Uma questão essencial de se desvendar sobre 2020 é como o presidente Jair Bolsonaro, que tenta viabilizar seu partido, o Aliança pelo Brasil, vai se portar. A legenda pouco provavelmente estará apta a concorrer e o próprio mandatário admite isto. Em sua última entrevista do ano passado, no programa Brasil Urgente, ao apresentador José Luiz Datena, na Band, em 24 de dezembro, ele assentiu que o Aliança não deve estar concretizado até abril. 

De acordo com a lei dos Partidos, para disputar um pleito, a legenda deve estar com tudo formalizado até seis meses antes da realização da votação, em outubro. O Aliança ainda tenta reunir as cerca de 500 mil assinaturas de apoio de pessoas não filiadas a partidos políticos para apresentar ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral), que então procederá a conferência das rubricas. 

Sem o Aliança na corrida, o presidente já afirmou também que vai escolher candidatos a apoiar. Caso do próprio Datena, com quem insiste para disputar a Prefeitura de São Paulo. 

“Em São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Recife… Ganhamos a eleição em cinco capitais dos nove estados do Nordeste. A gente não pode abandonar isso daí. Eu tenho um bom relacionamento com ACM [Antônio Carlos Magalhães Neto, presidente do DEM], gente de vários partidos. A gente espera compor neste sentido para eleger bons candidatos”, disse Bolsonaro no Brasil Urgente. 

Das nove capitais nordestinas, Bolsonaro venceu em três no segundo turno: Natal (RN), João Pessoa (PB) e Maceió (AL). As outras seis capitais, porém, foram as únicas onde o petista Fernando Haddad ficou na frente do mandatário no pleito de 2018.

Sem contar que na cidade de Guarulhos, muito provavelmente, Rodrigo Tavares que foi o candidato de Bolsonaro nas eleições governamentais de 2018, poderá contar com o apoio do presidente, pois já conta com o do vice presidente Hamilton Mourão, enfim, as fichas estão lançadas.


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