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Covidão paulista: Doria compra respiradores de investigado por fraude no Paraná



O governador do Estado de São Paulo, João Doria, agora se vê ligado a mais um nome suspeito, o do empresário Basile George Pantazis. Ele, que teve participação na aquisição dos equipamentos, é investigado pelo Ministério Público do Paraná por fraude ao Detran do Estado, que ultrapassaria R$ 120 milhões.

Mais 15 pessoas também foram alvos da operação, incluindo o irmão de Pantazis, Alexandre, que é sócio dele numa empresa responsável pelo registro eletrônico de alienação de veículos no Estado.

Em março, João Doria deu início à compra dos 3 mil respiradores chineses, que deveriam ter chegado em maio, o que não aconteceu. O Ministério Público de São Paulo investiga o caso.

Segundo informações da Folha, o atraso obrigou o governo a fazer uma repactuação do acordo, diminuindo a compra para 1.280 equipamentos, no valor de R$ 242 milhões, numa adequação de valor adiantado pelo governo de Doria em abril à intermediária Hichens Harrison, onde trabalhava Pantazis.

No entanto, a empresa voltou a pedir repactuação novamente, porque não conseguirá entregar todo o material até segunda-feira (15) de junho, como prometido. O governo alega ter notificado a empresa sobre os prazos.

Em mensagem enviada para o governo paulista com a fatura do adiantamento de 30% do valor dos respiradores chineses, o empresário parananense alertou: 
"Que Deus nos ajude a todos".

Quando o primeiro atraso ocorreu, ele foi um dos primeiros a serem cobrados, tanto por e-mail pessoal, quanto por e-mail corporativo.

O governo paulista e a Hichens Harrison negam a participação de Pantazis no negócio, porém, ele confirma ter intermediado a compra e afirma que acompanha o processo de entrega.


O governo paulista afirma que o vice-presidente de operações da Hichens Harrison no Brasil, Fabiano Kempfer é quem faz a intermediação da compra dos respiradores para o Estado e que Pantazins é apenas um representante comercial. Entretanto, a gestão Doria não soube explicar por que cobrou o empresário pelos atrasos na entrega dos equipamentos.

Informações da Folha

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