Anúncio


Publicidade
Anúncio

Talvez você tenha perdido

Anúncio
Continuar depois da publicidade


Ministra do STF quer mandar até no perfil de Bolsonaro no Twitter "Ele não pode bloquear"

 



Ao menos uma integrante do Supremo Tribunal Federal (STF) se posiciona em favor de limitar a atuação de um perfil pessoal mantido no Twitter. No entendimento de Cármen Lúcia, o @jairbolsonaro, administrado pelo presidente Jair Bolsonaro, não pode bloquear usuários — apesar de o recurso ser comum na plataforma. A ministra analisou a situação na noite de sexta-feira, 27.


Segundo Cármen, a postura de Bolsonaro em bloquear usuários do Twitter soa como ato “antirrepublicano”. Para ela, o presidente da República não teria o direito de deixar de fora de discussões quem discorda de suas postagens.




“Não pode, por ser ilegítimo, excluir daquela ágora virtual o cidadão que não o adule”


“O presidente da República pode manifestar-se legitimamente, de forma pública e escrita como tem feito aproveitando-se das tecnologias disponíveis. Mas não pode, por ser ilegítimo, excluir daquela ágora virtual o cidadão que não o adule, agrade ou lhe seja favorável, por ato de voluntarismo antirrepublicano”, afirmou a ministra em trecho de sua decisão.


No parecer, Cármen Lúcia não mencionou o fato de o perfil em questão ter sido criado anos antes de Jair Bolsonaro definir candidatura à presidência da República. O Twitter divulga que a conta em questão está ativa desde 2010. A ministra também não citou que há o perfil oficial do Palácio do Planalto: @planalto.



Petista X Bolsonaro

A análise por parte de Cármen Lúcia faz parte do processo movido por William de Lucca (PT-SP). Derrotado em disputa por uma das cadeiras na Câmara dos vereadores de São Paulo, o petista acionou o Poder Judiciário por ter sido bloqueado por Jair Bolsonaro no Twitter. No primeiro momento, ele contou com apoio da ministra, que votou pelo desbloqueio.


Depois do voto de Cármen Lúcia, o julgamento — que o ocorre na plataforma virtual do STF — foi interrompido por Nunes Marques. O ministro pediu mais tempo para analisar o processo. A expectativa é que ele remeta o caso para o plenário físico da Corte.

O QUE HÁ DE NOVO