EUA peita o Ditador e determina que sua equipe diplomática não deixe a Venezuela "Maduro terá o que merece"

Por; Rosinaldo Pereira /colunista



Os Estados Unidos determinaram que sua equipe diplomática não essencial deixe a Venezuela. Washington decidiu não respeitar completamente o ultimato de Nicolás Maduro, que deu 72 horas para os diplomatas americanos saírem de Caracas após romper as relações diplomáticas. Os EUA, primeiro país a reconhecer o opositor Juan Guaidó como presidente interino venezuelano, anunciaram em seguida que não reconheciam a autoridade de Maduro para expulsar sua missão diplomática.



Horas depois, porém, o departamento americano de Estado emitiu um "alerta de segurança" no qual determinava a saída do pessoal diplomático não essencial e pedia aos cidadãos americanos na Venezuela que "considerassem seriamente" abandonar o país.

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"Tomamos esta decisão com base em nossa avaliação atual da situação de segurança na Venezuela", disse um porta-voz do departamento de Estado, ao reafirmar que Washington não tem a intenção de "fechar" sua embaixada em Caracas.



Na quarta-feira, Maduro rompeu relações com Washington após o presidente americano, Donald Trump, apoiar a autoproclamação de Juan Guaidó e qualificar de "ilegítimo" o líder chavista. O líder bolivariano acusa os EUA de liderarem um golpe de Estado contra ele. No mesmo dia, Guaidó declarou "a todos os chefes de missão diplomática e suas equipes creditadas na Venezuela que o Estado da Venezuela desejava firmemente sua presença diplomática" no país.



Pompeo, que havia desautorizado a expulsão dos funcionários americanos, advertiu que Maduro era responsável pela segurança dos diplomatas na Venezuela. O governo americano apelou à Força Armada Nacional Bolivariana (Fanb), hoje principal pilar de sustentação de Maduro no poder, a proteger a segurança dos cidadãos venezuelanos e americanos

"Os Estados Unidos vão tomar as ações apropriadas para responsabilizar qualquer um que colocar em perigo a segurança da nossa missão e seu pessoal", acrescentou Pompeo, na ocasião.



Principal aliada de Guaidó, ao lado da direita sul-americana, Washington estuda como aumentar a pressão sobre o regime de Maduro, entrincheirado no poder com o apoio do comando militar do país e de Rússia, Turquia e China. O conselheiro de Segurança Nacional dos EUA, John Bolton, destacou a jornalistas que o país analisa desconectar de Maduro suas fontes de receitas e repassá-las à oposição.



— Acreditamos ser coerente com nosso reconhecimento de Juan Guaidó como presidente interino constitucional da Venezuela que estas receitas devam ir ao governo legítimo. É muito complicado — ressaltou Bolton, em entrevista coletiva na Casa Branca.


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